Ilustração: http://www.flickr.com/photos/dsgncllctr/3701352449/sizes/o/Por muito tempo tive dificuldade de retirar da pronúncia o som do “e” de palavras em inglês que a possuem em sua forma escrita, na última silaba, como take, fake, por exemplo.
Dia destes ao chegar perto da geladeira, prestei mais de atenção do que o de costume nos bilhete pendurados na porta da geladeira que foram deixados pela diarista. No da semana passada dizia: “Frede, por favor não esquecer de comprar cândida e sabão em pó. Obrigado”, no da semana retrasada “Frede, posso vir na próxima sexta”.
Ela como a maioria das pessoas também escreve (e pronúncia) "Frede" e nunca entendi o porquê das pessoas instintivamente escreverem “Frede” ao invés de Fred, nunca me fez sentido, nem a pronúncia e nem a escrita desta forma
Num estalo, relembrei da minha dificuldade de pronúncia na língua americana, era exatamente igual; por alguns instantes me senti constrangido por já ter pensando mal de quem escreve assim...fala assim...da minha dificuldade...
Por que gostamos tanto assim do “e”?
É a nossa veia dramática latino-americana? Um sotaque mais carregado?
Ou carência, medo de deixar para trás, um apego...
Uma paixão pela amplitude que o “e” sempre entoa
Retirar uma vogal de uma palavra é como arrancar uma flor, é verdade que em alguns casos se arranca ervas daninha. O Fred, take, fake agradece.

heheheheh
ResponderExcluirbom texto amoreeee (com muitos EEEs)
beijocaaa